Ciclone mata pelo menos 14 pessoas na Sardenha
Chuvas torrenciais provocaram várias inundações na ilha italiana.
Há ainda várias pessoas dadas como desaparecidas, algumas das quais poderão ter sido levadas juntamente com os carros que foram arrastados pelas águas, explica a BBC na edição online. Outras pessoas foram hospitalizadas com vários ferimentos, muitas por hipotermia, depois de serem retiradas das suas casas inundadas.
A zona mais afectada pelo ciclone foi a cidade de Olbia, onde em poucos minutos a carga de chuva fez com que algumas zonas ficassem com água com três metros de altura. As culturas ficaram destruídas um pouco por toda a ilha e muitos animais morreram. Várias pontes caíram, adianta o jornal italianoCorriere della Sera.
Um responsável da protecção civil da Sardenha, Giorgio Cicalo, disse à televisão italiana Rai TV que estão em nível de alerta máximo e que evacuaram várias áreas. Centenas de pessoas foram deslocadas das suas casas. “Não víamos uma situação tão extrema como esta há décadas, especialmente porque afecta toda a ilha”, acrescentou.
O número de mortos pelo ciclone Cleopatra foi confirmado pelo próprio governador da Sardenha, Ugo Cappellacci, que descreveu a situação como “trágica” e “caótica”. Entre as vítimas mortais conta-se uma família de quatro brasileiros de Arzachena, diz o jornal italiano La Repubblica. Outras três pessoas terão morrido quando uma ponte colapsou. Nessa mesma ponte um polícia terá perdido a vida.
Muitos dos voos de e para a Sardenha foram cancelados. O director da Protecção Civil de Itália, Franco Gabrielli, chegou na manhã desta terça-feira à ilha para ajudar a comandar as operações. No terreno estão 350 pessoas nas equipas de salvamento em turnos ininterruptos e devem chegar reforços da península. Mais tarde, em Roma, será feita uma reunião extraordinária para decretar o estado de emergência na região, adianta o jornal italiano Corriere della Sera.
As pessoas cujas casas ficaram em melhores condições ou que não foram afectadas já criaram um grupo na rede social Facebook intitulado “Abrimos as nossas casas aos nossos concidadãos” onde disponibilizam as instalações aos que ficaram desalojados e a mesma informação está a passar nos meios de informação locais.
