Sismo: Sismo arrasou cidade em província remota do Paquistão

 

O número de mortos eleva-se já a 327, os feridos rondam os 400, há ainda centenas de desaparecidos e milhares de desalojados. É o balanço sempre em actualização de um sismo de intensidade 7.7 na escala de Richter, registado às 11h20 GMT de dia 24 a uma profundidade de apenas 20 Km no sudoeste do Paquistão.

 

O terramoto destruiu 90 por cento dos edifícios de Awaran, principal cidade de um distrito com 300 mil habitantes e arrasou aldeias inteiras em todo este distrito montanhoso do Baluquistão. 

O sismo foi tão forte que deu origem a uma ilha no mar Arábico, a 600 metros da costa paquistanesa e foi sentido até Nova Deli, a capital da Índia a 1.200 Km do epicentro. 

Nas cidades paquistanesas de Karachi, de Hidebarad e de Quetta, a capital do Baluquistão, os habitantes entraram em pânico e correram para as ruas.
Socorro a conta-gotas
As autoridades estão para já a concentrar as buscas por sobreviventes e mais corpos entre os escombros de Awaran e seus arredores, com o socorro a estender-se lentamente às localidades mais remotas. 

De acordo com testemunhas, quase todas as casas feitas de lama, tijolo e pedras, a maioria nesta região, ruíram sobre os seus habitantes. 

A maioria das casas de Awaran, feitas de lama, tijolo e pedras ruiu sobre os seus habitantes com o sismo de dia 24 de setembro em 2013 Um sobrevivente dos sismo toma chá entre os escombros de Awaran, horas após o sismo de 7.7 que abalou o Paquistão

O vice-comissário de Awaran, o local mais afetado pelo sismo, anunciou que, só ali, já foram recuperados 285 corpos. Outros 42 foram encontrados até agora no distrito vizinho de Kesh, acrescentou à agência Reuters Abdul Rasheed Gogazai.

No anterior balanço ao fim da manhã, o governo do Baluquistão reportava entre 250 e 271 mortos, a maioria no bairro de Labach da cidade de Awaran. Referia ainda entre 340 e 375 feridos. 
Médicos, alimentos e tendas
O Baluquistão continua a registar réplicas do sismo, dificultando ainda mais o socorro já de si complicado pelas distâncias, pelo terreno montanhoso e pelas más estradas. 

"Estamos a necessitar desesperadamente de apoio médico e não há espaço para tratar dos feridos nos hospitais locais" afirmou Buledi, acrescentado que os feridos mais graves estão a ser levados de helicóptero para Karachi com outros a ser transportados por via terrestre para províncias vizinhas.

Em escassos momentos no dia 24 de setembro de 2013 o sismo de 7.7 na escala de Richter arrasou 90% dos edifícios de Awaran, cidade do BaluquistãoAlém de médicos e de medicamentos, o governo do Balusquistão pede ainda alimentos e mil tendas para alojar os sobreviventes. O exército já enviou mais de 200 soldados, hospitais de campanha e helicópteros, a partir da capital, Quetta, mas o terreno montanhoso está a dificultar o socorro.

O Baluquistão é a maior província do Paquistão mas também a menos povoada e a mais pobre. O distrito de Awaran tem apenas 300.000 habitantes, com a maioria a dedicar-se seja à colheita de tâmaras seja ao contrabando de combustível e outros bens a partir do vizinho Irão.

Toda a zona regista uma atividade sísmica forte e repetida. Em abril último um abalo de 7.8 no Irão, perto da fronteira com o Balusquistão, fez 35 mortos. 

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